Os integrantes do Ministério Público de 17 estados dos EUA assinaram um pedido oficial para que Donald Trump não participe da COP30, o evento climático das Organização das Nações Unidas (ONU) que será realizado em Belém, no Pará.
A solicitação foi feita com o argumento de que a participação do republicano no encontro poderia ser vista como apoio a iniciativas ambientais que, segundo eles, colidem com a política energética defendida por Trump. Os procuradores afirmam que as políticas da COP desconsideram as realidades da geração de energia renovável e destacaram que energia solar e eólica apresentam problemas significativos de confiabilidade e são mais caras do que fontes tradicionais.
Ao classificar as políticas da COP como “infundadas”, os procuradores reforçaram na carta que os Estados Unidos precisam tomar uma posição firme contra medidas anticarvão, antigás e antipetróleo promovidas pelo evento.
“Agora, mais do que nunca, os Estados Unidos precisam tomar uma posição firme contra as políticas anticarvão, antigás e antipetróleo que a COP promove. Se os Estados Unidos participarem da COP-30, isso servirá apenas para legitimar essa ciência e políticas infundadas”, escreveram.
A carta foi encabeçada pelo procurador-chefe do Ministério Público da Virgínia Ocidental, John McCuskey, e apoiada pelos procuradores-gerais de Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Iowa, Kansas, Louisiana, Missouri, Montana, Nebraska, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas e Wyoming. Após a assinatura, o documento foi encaminhado ao secretário do Interior, Doug Burgum, ao secretário de Energia, Chris Wright, e ao chefe da Agência de Proteção Ambiental, Lee Zeldin.
Segundo os procuradores, as propostas de financiamento climático da COP exigem que os norte-americanos paguem bilhões de dólares para financiar os objetivos globais, considerados controversos, da ONU.