Após seis anos sem um encontro presencial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e o líder chinês, Xi Jinping , voltaram a se reunir em meio a meses de tensões comerciais. O encontro, realizado na quarta-feira (29), sinalizou uma tentativa de reaproximação entre as duas maiores economias do mundo, com anúncios voltados à redução de tarifas e à cooperação em temas sensíveis, como o tráfico de fentanil e o comércio de terras raras.
Trump declarou que reduzirá pela metade, de 20% para 10%, as tarifas impostas à China, em resposta ao compromisso de Pequim de reforçar o controle sobre substâncias químicas utilizadas na produção do opioide. Além disso, o governo chinês prometeu retomar a compra de grandes volumes de soja americana e flexibilizar temporariamente as restrições à exportação de terras raras minerais essenciais na fabricação de armas, celulares e outras tecnologias estratégicas.
Os dois líderes também abordaram questões geopolíticas, incluindo o conflito na Ucrânia. Segundo Trump, houve uma conversa “franca” sobre formas de cooperação para buscar o fim da guerra, embora o tema de Taiwan, ponto mais delicado na relação bilateral tenha sido deixado de fora. O republicano afirmou ainda que deve visitar a China em abril do próximo ano para uma nova rodada de discussões.
Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês confirmou os principais pontos do acordo e anunciou a suspensão temporária das tarifas portuárias que vinham sendo aplicadas mutuamente desde outubro. As medidas devem aliviar as tensões comerciais, ao menos no curto prazo, e abrir espaço para negociações mais amplas entre Washington e Pequim sobre um futuro acordo comercial.