A Casa Branca confirmou nessa sexta-feira (31) que o governo de Donald Trump não enviará representantes de alto escalão dos Estados Unidos para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada neste mês de novembro em Belém, no Pará.

De acordo com informações da Bloomberg News e do The Guardian, a decisão segue uma orientação direta do próprio presidente, que tem preferido focar em negociações bilaterais nas áreas de energia e comércio, em vez de participar de fóruns multilaterais voltados à agenda climática.

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump vem defendendo o que chama de “agenda energética de bom senso”, baseada na expansão da produção de petróleo, gás natural e energia nuclear. Nos últimos meses, seu governo firmou acordos bilionários com a União Europeia, Japão e Coreia do Sul para ampliar a exportação de combustíveis fósseis e minerais estratégicos.

Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o republicano voltou a criticar as políticas ambientais globais e advertiu outros líderes sobre os impactos econômicos da chamada “agenda verde”.

“Se não abandonarem essa farsa verde, seus países vão fracassar. É preciso ter fronteiras fortes e fontes tradicionais de energia para voltar a ser grande”, declarou.

A decisão ocorre poucos meses depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter enviado, em agosto, um convite formal para que Trump participasse do evento. Com isso, pela primeira vez em mais de 30 anos, os Estados Unidos não contarão com representantes de alto nível em uma conferência climática da ONU. O encontro está marcado para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro.

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