A Suprema Corte de Justiça Argentina determinou a prisão do ex-ministro do Planejamento Federal Julio De Vido , aliado histórico dos ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner, por administração fraudulenta em um caso relacionado a um acidente ferroviário que matou 51 pessoas em 2012.
Julio tem 75 anos e apresentou-se voluntariamente na manhã desta quinta-feira (13) ao Tribunal Oral Federal nº 4, em Buenos Aires , na companhia de seu filho e de advogados. Após ser notificado da decisão, foi detido e levado sob custódia para o presídio federal da cidade de Ezeiza, onde deverá cumprir pena de quatro anos de prisão.
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A condenação foi confirmada no começo desta semana, mas já havia sido imposta em 2018 pelo mesmo tribunal, que o considerou “partícipe necessário do crime de administração fraudulenta em prejuízo da administração pública”, por não ter fiscalizado o uso de recursos destinados à empresa Trenes de Buenos Aires (TBA), concessionária do serviço ferroviário envolvido no acidente que ficou conhecido como “Tragédia de Once”.
De Vido foi um dos ministros mais influentes do kirchnerismo, ocupando o cargo de ministro do Planejamento Federal entre 2003 e 2015, durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner. Ele já havia sido preso anteriormente por outro caso de corrupção e responde a diversos processos, incluindo o escândalo dos “Cadernos da Corrupção”, no qual Cristina Kirchner é a principal acusada.
Com colaboração da repórter Lilian Aragão