A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que impeça qualquer medida que leve à sua extradição, após ser condenada por lavagem de dinheiro no Peru. Nadine está no Brasil desde abril, quando recebeu asilo diplomático do governo brasileiro.
O pedido foi apresentado nesta terça-feira (4) e até esta sexta-feira (7), não foi feita solicitação formal de extradição. A defesa da ex-primeira-dama, argumenta que quando ela foi condenada no Peru, a acusação utilizou base provas dos sistemas Drousys e MyWebDay, ferramentas que foram utilizadas pela Odebrecht e consideradas ilícitas pelo STF. "Nesse caso, autorizar a realização do ato cooperacional equivalerá a cooperar com a continuidade de um processo penal baseado em prova ilícita, porque indiscutivelmente inidônea, conforme já reconhecido por esse Supremo Tribunal Federal", afirmaram os advogados de Nadine.
Os elementos utilizados, segundo o STF, são inválidos devido à suspeita de ilegalidade em sua obtenção e problemas na manutenção de cadeia de custódia. Ainda no Peru, Heredia e o marido, ex-presidente Ollanta Huala, foram sentenciados a 15 anos de prisão, sob acusação de uso de recursos da Odebrecht no financiamento de campanhas.
O documento enviado ao Supremo, solicitava o entendimento por parte do ministro Dias Toffoli, que anulou provas em ação penal contra Humala, para que fizesse o mesmo com Heredia. A defesa ainda ressaltou que há mandado de prisão contra ela no Peru e que, atualmente no Brasil, aguarda avaliação do pedido de refúgio, alegando violações graves aos direitos humanos durante o processo.
Com colaboração da repórter Tandryanny Santos