A Ucrânia abriu mão de sua ambição de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em troca de garantias de segurança oferecidas por países ocidentais, como parte de um possível acordo para encerrar a guerra com a Rússia. A informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski , neste domingo (14), antes de conversas com enviados dos Estados Unidos em Berlim.

A decisão representa uma mudança significativa na posição de Kiev, que há anos busca a adesão à Otan como forma de proteção contra agressões russas e chegou a incluir esse objetivo em sua Constituição. A medida também atende a uma das principais exigências de Moscou no conflito, embora o governo ucraniano continue rejeitando qualquer cessão territorial à Rússia.

Foto: Facebook/Volodymyr Zelensky
Facebook/Volodymyr Zelensky

Zelenskiy afirmou que, diante da falta de apoio unânime de aliados ocidentais à entrada da Ucrânia na aliança militar, o país passou a considerar garantias alternativas como um compromisso viável de segurança.

“Desde o início, o desejo da Ucrânia era aderir à Otan, pois essas são garantias reais de segurança. Alguns parceiros dos Estados Unidos e da Europa não apoiaram essa direção”, declarou o presidente, em resposta a perguntas de repórteres durante uma conversa por WhatsApp.

Segundo ele, acordos bilaterais de segurança com os Estados Unidos, garantias semelhantes ao Artigo 5º da Otan oferecidas por Washington, além de compromissos firmados com países europeus e outros aliados, como Canadá e Japão, podem ajudar a impedir uma nova invasão russa.

“Essas garantias representam uma oportunidade real de evitar outra agressão”, concluiu Zelenskiy.

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