O Comitê de Mães em Defesa da Verdade anunciou que pelo menos 99 presos foram liberados da prisão na Venezuela, nesta semana. A soltura dessas pessoas foi confirmada pelo Ministério para o Serviço Penitenciário do regime de Nicolás Maduro , nessa quinta-feira (25).
Os presos, incluindo adolescentes, que haviam sido detidos após as eleições presidenciais de 2024, em um contexto de crise política marcado pela denúncia de fraude por parte da oposição. Os homens estavam detidos na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, enquanto as mulheres estavam no Centro Penitenciário Feminino de La Crisálida, no estado de Miranda, e os menores de idade em centros de detenção no estado de La Guaira.
Através de um comunicado publicado no Instagram, a pasta de Estado afirmou que estas pessoas permaneciam detidas por uma suposta participação em "atos de violência e incitação ao ódio" posteriores à eleição de 2024, quando ocorreram protestos contra a vitória de Maduro proclamada pelo órgão eleitoral.
"O Governo Nacional e o sistema de Justiça tomaram a decisão de avaliar caso a caso e conceder, conforme a lei, medidas cautelares, o que permitiu a soltura de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a justiça", conforme o texto.
Mais de 2.400 pessoas foram detidas e acusadas de "terrorismo" e "vandalismo", depois das eleições presidenciais de 2024, de acordo com o Ministério Público da Vene. Organizações civis e partidos políticos de oposição apontem a inocência dessas pessoas em meio à repressão do regime chavista. A maioria delas já foi solta.