Uma falha operacional dentro do presídio de Chonchocoro, considerado o mais rígido da Bolívia, permitiu que dois criminosos brasileiros de alto risco deixassem a unidade durante a madrugada de quarta-feira (17). O episódio revelou brechas graves no controle interno da penitenciária e provocou uma reação imediata das autoridades bolivianas.

A saída irregular ocorreu por volta das 3h30 da manhã e foi descoberta horas depois, dando início a uma mobilização policial em larga escala. O Ministério Público passou a tratar o caso como prioridade, diante do perfil dos detentos envolvidos e da possibilidade de cooperação interna para a concretização da fuga.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Assassinos do PCC fugiram de prisão de segurança máxima

Os foragidos são Jangledson de Oliveira, conhecido como Nem da Gerusa, e Óscar Junior Terra Dias de Floriano, ambos brasileiros e investigados por participação em crimes violentos, homicídios e vínculos com o Primeiro Comando da Capital ( PCC ). Por esse histórico, os dois eram classificados como presos de alta periculosidade.

Informações iniciais da investigação indicam que os detentos conseguiram superar os muros do complexo prisional com o uso de uma escada. O método, simples para um ambiente que deveria ser altamente controlado, levantou suspeitas imediatas sobre negligência ou conivência de servidores responsáveis pela vigilância noturna.

Ainda nas primeiras horas após a confirmação da fuga, seis pessoas foram detidas, entre elas um policial. O diretor do presídio, o chefe de segurança e agentes lotados nas torres de observação passaram a ser formalmente investigados. Peritos encontraram portas internas violadas e uma arma branca, elementos que reforçam a hipótese de planejamento prévio.

Jangledson de Oliveira é apontado por autoridades brasileiras como responsável por uma série de assassinatos e integrava a lista de criminosos mais procurados do Ceará. Já Óscar Junior Terra Dias de Floriano havia sido transferido recentemente de outra unidade prisional, em Santa Cruz, para Chonchocoro. Ele admitiu envolvimento em um homicídio ocorrido dentro do sistema prisional, relacionado ao caso do juiz Wilber Cruz, e é suspeito de ter facilitado a entrada da arma usada no crime.

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O caso segue sob investigação e expõe a dificuldade das autoridades em conter a atuação de organizações criminosas dentro do sistema penitenciário, mesmo em estruturas projetadas para isolar lideranças e autores de crimes graves.