Segundo informações divulgadas pela agência Bloomberg nessa quarta-feira (3), o empresário Joesley Batista , proprietário da JBS, teria viajado à capital da Venezuela no final de novembro com o objetivo de convencer Nicolás Maduro a renunciar.

Segundo o veículo de informação, a iniciativa buscava facilitar uma transição pacífica de poder no país. A reunião entre Maduro e Joesley ocorreu em 23 de novembro, dias antes de Donald Trump telefonar para o ditador da Venezuela com o mesmo pedido de renúncia.

Apesar dos objetivos semelhantes e de o empresário ter se oferecido para mediar o assunto, a Casa Branca não o designou como emissário. A empresa de Joesley realizou a maior contribuição individual registrada nas doações para o comitê de posse de Donald Trump: a quantia foi de R$ 5 milhões.

A iniciativa também buscava ampliar sua atuação no mercado norte-americano. A empresa obteve o aval da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos para listar ações em Nova York. Já na Venezuela, atuou durante a escassez de alimentos, quando a JBS negociou um contrato bilionário com o regime chavista. O acordo previa o fornecimento de carne bovina e frango por US$ 2,1 bilhões.