De acordo com documentos de autoridades asiáticas, bem como investigações citadas no The Washington Post, a China está por trás o fluxo crescente de precursores químicos que abastecem as facções armadas de Mianmar, responsável também pelo sustento de um dos maiores polos de produção de drogas sintéticas do mundo.

Os documentos apontam que os fabricantes chineses fornecem insumos que são considerados essenciais porá fabricação de drogas sintéticas em laboratórios instalados nas áreas controladas por milícias criminosas no estado de Shan.

A Tailândia é a principal rota de entrada desses insumos, autoridades da região alegam que empresas chinesas vendem abertamente às facções de Mianmar substancias utilizadas para a produção de metanfetamina. Os fornecedores oferecem logística completa, com falsificação de rótulos, rotas para driblar alfândegas e pagamentos em criptomoedas.

Os principais beneficiados do esquema são grupos armados que disputam o controle de Mianmar, a exemplo do grupo United Wa State Army, o qual domina extensas áreas de selva e abriga laboratórios de fabricação de metanfetamina.

Mesmo com a pressão dos Estados Unidos , das Nações Unidas e países vizinhos, o regime chinês não consegue controlar o setor de precursores químicos. Lacunas na legislação comunista permitem que empresas “licenciadas” vendam compostos que podem facilmente ser transformados em precursores da fabricação de metanfetamina, por exemplo.

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