A mídia estatal do Irã informou, nesse sábado (14), que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica derrubou 10 aeronaves de Israel, além de lançar mísseis contra instalações de produção de combustível para aviões de caça e linhas de energia.
As informações foram divulgadas pela agência semioficial Mehr e pela rede iraniana Press TV. Até o momento, as Forças de Defesa de Israel não se manifestaram sobre os ataques.
De acordo com a Mehr, a Marinha iraniana também forçou o destróier britânico HMS Duncan a mudar de rota. A embarcação pretendia cruzar o Golfo Pérsico pelo Mar de Omã. O governo do Reino Unido não comentou o episódio.
Escalada após ofensiva israelense
A tensão se intensificou após a ofensiva preventiva lançada por Israel na quinta-feira (12) contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano. O governo israelense, que há anos expressa preocupação com o avanço nuclear do Irã, vinha subindo o tom contra Teerã e ameaçando ataques.
O ataque israelense reacendeu a instabilidade no Oriente Médio, colocando frente a frente dois rivais históricos e elevando o risco de ampliação do conflito na região.
Irã diz não querer ampliar a guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi , afirmou neste domingo (15) que Teerã não busca expandir o conflito para outros países do Oriente Médio. Segundo ele, levar os combates para o Golfo Pérsico seria “um erro estratégico”.
Araqchi classificou as ações iranianas como legítima defesa e declarou que, caso Israel suspenda suas ofensivas, o Irã também interromperá seus ataques. Ele ainda acusou os Estados Unidos de envolvimento nas ações israelenses e cobrou de Washington uma condenação formal aos bombardeios.
— É necessário que o governo dos EUA condene o ataque às instalações nucleares e se retire explicitamente deste conflito para provar suas próprias boas intenções — afirmou o chanceler iraniano.
Conflito chega ao quarto dia com dezenas de mortos
O conflito, que chega ao quarto dia, já contabiliza dezenas de mortos e centenas de feridos dos dois lados, além de danos significativos à infraestrutura militar e civil.
Neste domingo (15/6), Israel informou que o Irã voltou a lançar mísseis, causando pelo menos 10 mortes. No total, o governo israelense contabiliza 13 mortos e mais de 380 feridos desde o início dos confrontos.
Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizaram uma série de bombardeios contra Teerã, atingindo instalações ligadas à produção de armas nucleares e depósitos de combustível.
O governo iraniano, por sua vez, decidiu suspender temporariamente a divulgação de dados atualizados sobre vítimas. Os últimos números confirmados indicam pelo menos 78 mortos e 320 feridos no Irã.