Nesta terça-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , voltou a criticar o bilionário Elon Musk , recomendando até que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) analise os incentivos recebidos por suas empresas.

"Elon talvez receba mais subsídios do que qualquer ser humano na história, de longe, e sem esses subsídios, ele provavelmente teria que fechar as portas e voltar para a África do Sul”, escreveu Trump na Truth Social.

Foto: Reprodução/X e Isac Nóbrega/Presidência da República
Elon Musk e Donald Trump

A crítica mais recente de Trump contra seu antigo aliado e conselheiro do governo, vem na esteira da proposta orçamentária que o presidente quer aprovar antes de sexta-feira (04), uma iniciativa que, segundo Musk, aumentaria a dívida americana.

Trump ainda alertou o empresário que se os subsídios acabassem, também acabariam "os lançamentos de foguetes, satélites e a produção de carros elétricos, e nosso país economizaria uma fortuna".

“Talvez devêssemos pedir para o DOGE dar uma boa olhada nisso? Há muito dinheiro para economizar!", alfinetou.

"Elon Musk sabia, muito antes de me apoiar tão veementemente para presidente, que eu me opunha fortemente ao mandato de veículos elétricos. É ridículo, e sempre foi uma parte importante da minha campanha. Carros elétricos são ótimos, mas nem todos deveriam ser obrigados a ter um", disse Trump.

Sem anúncio no momento

A reação do presidente se deu após Elon Musk advertir aos legisladores republicanos na segunda-feira (30) que "perderão suas primárias no ano que vem" se apoiarem o enorme orçamento e o projeto de lei de corte de impostos de Trump.

"Todos os membros do Congresso que fizeram campanha para cortar gastos do governo e imediatamente votaram pelo maior aumento da dívida da história deveriam ter vergonha. E vocês perderão suas primárias no ano que vem, mesmo que seja a última coisa que faça na Terra", escreveu o empreendedor.

Apesar de não estar claro se os 53 senadores republicanos apoiarão a medida, o Senado está imerso no processo de emendas à iniciativa orçamentária, que contém elementos-chave da agenda de Trump, como cortes de impostos e gastos e o aumento do financiamento para defesa e controle de imigração.