Nessa terça-feira (15), após o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump pressionar a Universidade de Columbia , a instituição anunciou que mudará suas regras institucionais de combate ao antissemitismo e adotará a definição da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) em suas políticas.
A universidade já havia cedido a pressão de Trump para recuperar $400 milhões (R$ 2,3 bilhões) em verbas, em março, acatando mudanças no departamento de estudos de Oriente Médio , proibindo máscaras militares no campus e empoderando agentes de segurança para remover ou prender indivíduos na instituição.
Em razão de divergências, o governo e a instituição de ensino haviam entrado em embate, quanto alguns pontos da definição da IHRA, em que trata como antissemitismo certas críticas ao Estado de Israel - afirmando por exemplo que o país é "racista" ou comparar suas ações aos dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial .
Para a IHRA, "os atos criminosos são antissemitas quando os alvos dos ataques, quer sejam pessoas ou bens – tais como edifícios, escolas, locais de culto e cemitérios -, são selecionados porque são judaicos ou associados aos judeus, ou vistos como tal".
Sua discriminação "consiste na recusa aos judeus de oportunidades ou serviços disponibilizados a terceiros e é ilegal em muitos países".