Jason Miller , estrategista de campanha e ex-assessor sênior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), após a recente decisão que proíbe o ex-presidente Jair Bolsonaro de conceder entrevistas que sejam divulgadas em redes sociais.
Ao compartilhar uma nota oficial do STF, Miller publicou em sua conta na rede X (antigo Twitter): “Inacreditável. Alexandre de Moraes NOVAMENTE leva todo o ‘crédito’ pela perseguição política contra o presidente Jair Bolsonaro. Moraes quer que o mundo inteiro saiba que ELE governa o Brasil, não Lula.”
A crítica foi feita após Moraes determinar, na última segunda-feira (21), uma nova medida cautelar que impede Bolsonaro de participar de “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”.
Essa decisão se soma a outra, emitida na quinta-feira anterior (17), que impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente e a proibição de uso pessoal das redes sociais. Ambas as medidas foram determinadas no âmbito de investigações conduzidas pelo STF.
Miller seguiu com as críticas nas redes sociais, marcando o perfil do ministro Alexandre de Moraes — que está atualmente fora do ar na plataforma — e afirmando que o magistrado “não pode silenciar os apoiadores de Bolsonaro”. Ele também compartilhou uma publicação do ministro Luís Roberto Barroso, insinuando que Barroso seria o "principal torcedor de Moraes no STF".
Histórico com Moraes
Jason Miller já esteve na mira do ministro Alexandre de Moraes. Em 2021, ao desembarcar no Brasil para participar da CPAC — conferência conservadora de maior projeção internacional —, Miller foi detido por algumas horas no Aeroporto Internacional de Brasília. Na ocasião, foi interrogado pela Polícia Federal, a mando de Moraes, no contexto do Inquérito das Fake News, conduzido no Supremo.
O episódio de 2021 reforça o histórico de tensões entre o estrategista americano e autoridades brasileiras, especialmente aquelas envolvidas em investigações contra aliados do ex-presidente Bolsonaro.