A Suprema Corte dos Estados Unidos deve analisar, em breve, um recurso que busca anular a decisão de 2015 que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O pedido foi apresentado por Kim Davis, ex-escrivã no estado de Kentucky, que chegou a ser presa por seis dias em 2015 após se recusar, por motivos religiosos, a emitir a licença de casamento para um casal gay. Na época, um júri determinou que Davis deveria pagar US$100 mil ao casal por danos emocionais.
Em uma petição apresentada no mês passado, a ex-escrivã argumentou que a Primeira Emenda da Constituição dos EUA garante o livre exercício da religião e solicitou que fossem desconsideradas a decisão do júri, assim como a cobrança de US$ 260 mil em honorários advocatícios.
Embora o recurso tenha sido apresentado em um momento em que setores conservadores buscam retomar a pauta, especialistas jurídicos avaliam que a chance de vitória de Davis na Suprema Corte é baixa. “Nenhum juiz do Tribunal de Apelações dos EUA demonstrou interesse na petição de nova audiência apresentada por Davis, e estamos confiantes de que a Suprema Corte também concordará que seus argumentos não merecem mais atenção”, afirmou William Powell, advogado do casal de Kentucky — hoje casado — que processou Davis por danos, em declaração à ABC News .