Neste domingo (17), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou antes de conversas cruciais com Donald Trump sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, que “a Rússia precisa acabar com esta guerra”.
Em uma publicação no X, Zelensky disse que estava grato a Trump pelo convite e que “todos nós compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável”. Ele também disse que “a paz deve ser duradoura”.
“A Rússia deve encerrar esta guerra, que ela mesma começou”, disse Zelensky. “E espero que nossa força conjunta com os Estados Unidos e nossos amigos europeus force a Rússia a uma paz real.”
Para a cúpula, vários líderes europeus se juntarão a Zelensky, nesta segunda-feira (18), buscando apresentar um contraponto aos argumentos de Vladimir Putin , presidente russo, após suas conversas com o presidente dos EUA na sexta-feira (15). As informações são do jornal britânico The Guardian.
Líderes alarmados
As agendas dos líderes – o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o presidente finlandês Alexander Stubb – foram liberadas para voar para os EUA em curto prazo, o que é visto como uma medida de quão alarmados estavam com a cúpula Trump-Putin de sexta em Anchorage, Alasca.
Trump teria endossado o plano do Kremlin, após as negociações no Alasca, para acabar com a guerra na Ucrânia, incluindo a cessão de territórios – que a Rússia não conseguiu tomar – por Kiev e a inexistência de um cessar-fogo até que um acordo final seja firmado.
Questão territorial
Os líderes europeus se encontraram com Zelensky, em Bruxelas, no início desse domingo e reiterou a posição da Ucrânia sobre a troca de terras, dizendo no X: “A Constituição da Ucrânia torna impossível a cessão ou a troca de terras. Como a questão territorial é tão importante, ela deve ser discutida apenas pelos líderes da Ucrânia e da Rússia na trilateral – Ucrânia, EUA e Rússia. Até o momento, a Rússia não dá sinais de que isso acontecerá e, se a Rússia se recusar, novas sanções deverão ser aplicadas”.
Exército forte
O presidente da França, Emmanuel Macron , disse, antes das negociações de paz desta segunda, que para se chegar a um “acordo de paz duradouro para a Ucrânia, a Ucrânia precisa de um exército forte”.
Os aliados europeus, de acordo com o francês, querem que “a integridade territorial da Ucrânia seja respeitada” e que “a Ucrânia deve estar representada em quaisquer negociações sobre o futuro da Ucrânia”.
Ele ainda acrescentou: “nosso objetivo para as negociações de amanhã é apresentar uma frente unida entre a Ucrânia e seus aliados europeus”. As negociações em Washington também contarão com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.