O senador republicano pelo estado da Carolina do Sul, Lindsey Graham , acusou novamente Brasil, Índia e China de financiarem a “máquina de guerra de Putin ”. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (28), o representante alertou sobre novas sanções a esses países.

“Índia, China, Brasil e outros que sustentam a máquina de guerra de Putin comprando petróleo russo barato: como vocês se sentem agora que suas comprar resultaram na morte de civis inocentes, incluindo crianças? A Índia está sofrendo o preço de apoiar Putin. E vocês, os demais, em breve também sofrerão”, escreveu o senador.

Foto: Reprodução/X
Senador americano Lindsey Graham

A declaração aconteceu um dia depois do ataque do Kremlin contra prédios residenciais em Kiev, que resultou na morte de 18 pessoas, incluindo três crianças. Conforme divulgado pela agência de notícias Ukrinform, uma menina de 2 anos morreu logo após uma explosão, enquanto os outros chegaram a ser socorridos e levados ao hospital em estado grave, mas não resistiram.

O prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, afirmou que aproximadamente 50 pessoas ficaram feridas no ataque. Desse total, 40 precisaram ser hospitalizadas.

Tarifaço contra a Índia

A Casa Branca anunciou na última quarta-feira (27) a taxação de 50% sobre as importações de produtos originários da Índia. No início do mês, a tarifa era de 25%, mas o aumento se deu pelo fato de o governo local comprar petróleo da Rússia.

Em resposta, o país classificou a medida como “injusta, injustificável e irracional”, pois a aquisição do petróleo russo começou porque os fornecimentos tradicionais foram desviados para a Europa, devido à invasão da Ucrânia. Na época, a Índia alegou que os EUA chegaram a incentivar as importações no intuito de reforçar a estabilidade do mercado energético mundial.

Sem anúncio no momento

Com a escalada da tensão entre o Washington e Nova Délhi, o país asiático pode acabar se aproximando do principal rival econômico dos americanos, a China. Peter Navarro, conselheiro econômico de Trump, afirmou que o governo indiano “não parecer querer reconhecer seu papel no derramamento de sangue”, e que está “se aproximando de Xi Jinping”.