O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro , convocou a base chavista para participar “de debate” para discutir as estratégias de preparação para “passar à luta armada”, caso haja "agressão" por parte dos Estados Unidos. As forças navais norte-americanas foram ordenadas a realizar uma mobilização no Caribe, próximo ao país sul-americano.
No anúncio feito em reunião plenária, Maduro afirmou que o encontro das bases da ditadura chavista acontece neste sábado e domingo. “Eu proponho a este congresso que abramos a comporta, vocês se dirijam às regiões, à base, ao território e sábado e domingo declaremos o Partido Socialista Unido da Venezuela e todas as forças políticas e sociais da revolução em debate, em consulta com a base, sobre as linhas fundamentais que temos que definir de agora em diante”, afirmou o ditador.
Delegados nacionais e internacionais do partido estiveram presentes nessa reunião, ocasião em que Nicolás Maduro afirmou que o ponto-chave da discussão é a “preparação para passar à luta armada nacional e continental quando for necessário”. “Este partido (...) é obrigado a se preparar estruturalmente para, junto à nação venezuelana, passar à luta armada se for necessário”, declarou o chefe do regime chavista.
Em seu pronunciamento, o ditador mencionou que, futuramente, os cidadãos deverão ser convocados a integrar a luta armada. Ainda nesta quinta-feira (11), Maduro anunciou o lançamento do “Plano Independência 200”. Nesse projeto, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), os Corpos Combatentes e a Milícia Nacional Bolivariana atuarão em quase 300 frentes de batalha.
Segundo o chefe bolivariano, o plano visa garantir a “independência e a paz” do país. As medidas acontecem em meio às tensões entre Caracas e Washington, após a mobilização dos Estados Unidos próxima à costa venezuelana. Oito navios militares com mísseis e um submarino de propulsão nuclear circundam as águas caribenhas.
De acordo com o governo Trump, Maduro é apontado como o líder do Cartel de los Soles, uma organização terrorista supostamente ligada ao narcotráfico. Foram oferecidos US$ 50 milhões em recompensas por informações que levem à prisão do ditador.