Nessa segunda-feira (22), a China informou uma nova ofensiva contra usuários de internet acusados de disseminar conteúdos pessimistas nas redes sociais, transmissões ao vivo e plataformas de vídeo.

A reportagem da CNN informou que a Administração do Ciberespaço da China (CAC) lançou uma campanha de dois meses com o objetivo de restringir postagens que, na interpretação da ditadura comunista chinesa, “maliciosamente interpretam fenômenos sociais, exageram casos negativos e promovem visões de mundo niilistas ou negativas”.

Além disso, a medida também atinge postagens que exploram preocupações com emprego, educação ou relacionamentos para vender cursos e produtos. A imprensa chinesa classificou a iniciativa como uma resposta “oportuna” ao “caos digital”.

Ainda segundo a CNN, a ação afeta diretamente influenciadores que compartilham estilos de vida lying flat ou “deitar-se”, um movimento que ganhou notoriedade em 2021 e defende uma rotina simples e livre das pressões de trabalho. A censura acontece em meio à crise econômica marcada pelo colapso do setor imobiliário, queda no consumo e desemprego recorde entre os jovens, que afeta o país há anos.

Dados divulgados neste mês apontaram uma taxa de desemprego de 18,9% entre pessoas de 16 a 24 anos, excluindo estudantes, configurando-se como o maior índice em dois anos. A nova estratégia reforça a atuação do “Grande Firewall”, sistema de vigilância e bloqueio digital criado em 1998 pelo Ministério da Segurança Pública da China.

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