Uma coalizão formada por 34 países, liderada por Colômbia e África do Sul, anunciou nesta sexta-feira (26) um plano de ação para impor sanções contra Israel em razão da guerra contra o Grupo Hamas na Faixa de Gaza.

O anúncio ocorreu em Nova York, durante reunião ministerial paralela à Assembleia Geral da ONU, no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursava no plenário da organização. Entre os participantes estavam representantes de Brasil, Turquia, Espanha, Catar, Chile, Indonésia, Jordânia, Irlanda, México, Noruega e Arábia Saudita.

Foto: Reprodução/X
Israel bombardeia Faixa de Gaza em 10 de março de 2024

Medidas propostas

O grupo, que se autodenomina “Grupo de Haia”, apresentou um pacote de medidas legais, diplomáticas e econômicas. Entre as propostas estão:

- proibição de exportações e importações de uso militar para Israel;

- restrições a navios que transportem armas destinadas ao país;

- revisão de contratos públicos para barrar financiamento de instituições que apoiem a ocupação;

Sem anúncio no momento

- imposição de um embargo energético;

- exigência de cumprimento das ordens da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Segundo comunicado oficial, o objetivo é consolidar “a resposta global aos crimes constantes de Israel, estabelecendo um modelo para que todos os Estados cumpram imediatamente suas obrigações e criando mecanismos sólidos de responsabilização”.

Declarações

Em mensagem conjunta, Colômbia e África do Sul afirmaram: “A escolha que cada governo tem diante de si é clara: cumplicidade ou cumprimento do direito internacional. A história nos julgará não pelos discursos que proferimos, mas pelas ações que tomamos.”

O texto ressalta ainda que as medidas não devem ser vistas como opcionais, mas sim “vinculantes em virtude da Convenção sobre o Genocídio, dos pareceres consultivos da Corte Penal Internacional e das resoluções das Nações Unidas”.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, que participou do encontro, disse que a iniciativa pode representar um “ponto de inflexão” no processo de responsabilização de Israel, classificando-a como um passo fundamental para “fazer justiça” ao povo palestino.