Na madrugada dessa quinta-feira (1º), o regime do ditador Nicolás Maduro informou a libertação de 87 pessoas presas após a controversa eleição presidencial de 2024. A informação foi divulgada pelo Comitê de Mães em Defesa da Verdade, entidade que acompanha casos ligados à repressão estatal na Venezuela.

A organização não governamental (ONG) afirma que a libertação não põe fim à crise. De acordo com o grupo, as pessoas soltas continuam submetidas a processos judiciais e a medidas restritivas. Para o comitê, a situação perpetua a insegurança jurídica e não representa liberdade plena.

Foto: Reprodução/Instagram
Nicolás Maduro

Ainda de acordo com a entidade, outras libertações ocorreram durante o período do Natal, quando dezenas de presos deixaram as cadeias no país. A organização atribui essas solturas à mobilização contínua de mães e familiares, que pressionam as autoridades há mais de um ano.

O Comitê de Mães em Defesa da Verdade afirma que centenas de pessoas ainda estão presas de forma arbitrária. A ONG defende uma anistia geral como a única solução para encerrar o problema e reduzir o impacto social da repressão.

Segundo informações do jornal El Nacional, o Foro Penal registrou, em 15 de dezembro, 902 presos políticos no país, entre eles estrangeiros e cidadãos com dupla nacionalidade. Já a ONG Justiça, Encontro e Perdão indicou um número superior a mil. As organizações não contestam o anúncio do comitê, mas relatam números menores no total de liberações recentes. As estimativas variam entre 27 e 29 pessoas libertadas.

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