A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez , defendeu nesta sexta-feira a abertura de um “diálogo político genuíno” no país, com a participação tanto de grupos alinhados ao governo quanto de setores opositores. A articulação da iniciativa foi atribuída ao presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, seu irmão.
Durante um ato político, Delcy afirmou que o chefe do Parlamento deve convocar, de forma imediata, uma reunião com representantes de todas as correntes políticas da Venezuela. Segundo ela, o processo precisa produzir resultados rápidos e objetivos e ocorrer sem interferências externas. “Não aceitaremos imposições de fora, seja de Washington, Bogotá ou Madri”, declarou.
A ditadora acrescentou que o apelo por diálogo atende ao interesse coletivo do país. Delcy assumiu a presidência interina após a captura de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos, em Caracas, no dia 3 de janeiro.
A proposta foi inserida no chamado Programa para a Convivência e a Paz, que, de acordo com Delcy, será coordenado pelo ministro da Cultura, Ernesto Villegas, e contará com a participação de integrantes do governo, empresários e acadêmicos.
Ela explicou ainda que o plano prevê um cronograma inicial de 100 dias, cuja primeira etapa será o mapeamento da violência e do que classificou como ódio político, econômico e social no país, sem detalhar quando a iniciativa começará a ser executada.
Mesmo após a saída de Maduro do poder, seus aliados seguem com controle total do Executivo e do Legislativo, onde o chavismo mantém ampla maioria no Parlamento.