Documentos recém-divulgados do FBI trouxeram novos elementos sobre a relação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , com o caso envolvendo o criminoso sexual Jeffrey Epstein . Os registros fazem referência a uma ligação telefônica feita por Trump à polícia da Flórida durante as investigações contra o financista.
Segundo um relatório de entrevista realizada pelo FBI em 2019, tornado público nesta semana, um ex-chefe de polícia do condado de Palm Beach afirmou ter recebido um telefonema de Trump por volta de 2006. Na conversa, o então empresário teria dito que já era de conhecimento geral o comportamento criminoso de Epstein e demonstrou aprovação pela ação das autoridades. O documento não esclarece exatamente a que fatos Trump se referia naquele momento.
A ligação teria ocorrido cerca de dois anos antes de Epstein ser condenado por crimes relacionados ao aliciamento de menores. Ainda de acordo com o relato, Trump comentou sobre Ghislaine Maxwell, ex-companheira do financista, descrevendo-a como alguém diretamente envolvida nas atividades de Epstein e sugerindo que ela fosse alvo das investigações.
O material também aponta que Trump e Epstein estiveram no mesmo local ao menos uma vez enquanto adolescentes estavam presentes. Segundo o registro, Trump afirmou que deixou o ambiente imediatamente após perceber a situação.
Publicamente, Trump já reconheceu que manteve convivência social com Epstein nos anos 1990, mas afirma ter rompido a relação no início dos anos 2000, o que teria levado à expulsão do financista do clube Mar-a-Lago. O presidente sustenta que o afastamento ocorreu por desentendimentos comerciais e sempre negou ter conhecimento prévio dos crimes cometidos por Epstein.