O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio , tem mantido conversas secretas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador cubano Raúl Castro, segundo informações divulgadas pelo portal Axios. O diálogo ocorre fora dos canais diplomáticos oficiais e foi confirmado por fontes com conhecimento direto do assunto. De acordo com integrantes do governo americano, os contatos têm caráter reservado e tratam de temas ligados ao futuro político e econômico da ilha.
Um alto funcionário ouvido pelo portal afirmou que as conversas não são negociações formais, mas discussões sobre possíveis cenários para Cuba. O governo dos Estados Unidos considera que Raúl Castro ainda exerce influência nas decisões estratégicas do país, mesmo após deixar a presidência em 2018, quando foi sucedido pelo irmão, Fidel Castro, que liderou o país por décadas. A iniciativa também indica que Washington busca interlocutores fora da estrutura tradicional do governo cubano.
Segundo relatos, Rubio e sua equipe avaliam que o neto de Raúl Castro e pessoas de seu círculo representam uma geração mais jovem, com perfil voltado a negócios e interesse em mudanças econômicas. Fontes afirmam que os contatos têm ocorrido de forma discreta e com foco no longo prazo, sem discussões públicas sobre o histórico político entre os dois países. Ainda não há definição sobre a evolução desses diálogos ou possíveis medidas concretas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos não respondeu de imediato aos pedidos de comentário feitos por veículos internacionais. A agência Reuters informou que não conseguiu confirmar de forma independente os detalhes das conversas. O governo cubano também não se manifestou oficialmente sobre a existência desses contatos até o momento.
Os diálogos ocorrem em um contexto de crise econômica e energética na ilha, com relatos de apagões prolongados, escassez de combustível e dificuldades no abastecimento. A situação se agravou após a interrupção de fontes externas de energia e a pressão dos Estados Unidos sobre países que negociam com Cuba. Diante desse cenário, navios com ajuda humanitária foram enviados por governos estrangeiros, incluindo remessas de alimentos, combustíveis e suprimentos médicos para tentar reduzir os impactos da crise.