O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor , da família real britânica, foi liberado na tarde desta quinta-feira (19) após permanecer cerca de 11 horas sob custódia no Reino Unido , sob suspeita de má conduta em cargo público. A detenção foi confirmada pela Thames Valley Police, responsável pela investigação ligada a desdobramentos do caso envolvendo Andrew e o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein .
Sem mencionar o nome do ex-integrante da família real, a polícia informou que um homem “na faixa dos sessenta anos” foi detido pela manhã, no condado de Norfolk, e posteriormente liberado sob investigação. Conforme as diretrizes nacionais britânicas, os nomes de suspeitos não costumam ser divulgados no momento da prisão. Ainda assim, imagens exibidas pela imprensa mostraram Andrew deixando a delegacia após prestar depoimento. Segundo a BBC, a prisão ocorreu em sua propriedade em Sandringham, e agentes também realizaram buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk.
As apurações concentram-se no período em que Andrew atuou como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimento. A investigação ganhou novo impulso após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar milhares de documentos relacionados ao caso Epstein. Os arquivos teriam apontado possível compartilhamento de informações sensíveis entre Andrew e o financista.
A polícia informou que o inquérito permanece em andamento e que novos detalhes não serão divulgados para preservar sua integridade. O rei Charles III declarou ter recebido a notícia da prisão com “profunda preocupação” e afirmou confiar no devido processo legal, garantindo cooperação às autoridades. Andrew, que já perdeu títulos e funções oficiais após o escândalo vir à tona, nega as acusações.