O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , voltou a defender, nesta terça-feira, a ideia de “nacionalizar” o sistema de votação no país, levantando questionamentos sobre a autonomia dos estados, especialmente os governados por democratas, garantida pela Constituição.

“Quero que as eleições sejam honestas e, se um estado não consegue realizar uma eleição, acho que as pessoas que me apoiam deveriam fazer algo a respeito”, disse no Salão Oval, acompanhado de aliados partidários do Congresso durante uma cerimônia de assinatura de um projeto de lei para reabrir o governo federal após uma breve paralisação administrativa.

Foto: Reprodução/Donald Trump
Donald Trump

Segundo Trump, algumas cidades de governos democratas, como Detroit, Filadélfia e Atlanta, estariam marcadas por irregularidades eleitorais, embora ele não tenha apresentado evidências concretas. O ex-presidente afirmou que, nesses casos, o governo federal deveria intervir para garantir a integridade do processo eleitoral, uma posição que ele já havia defendido anteriormente e que continua a gerar controvérsia.

Especialistas e autoridades estaduais criticam a proposta, lembrando que a Constituição americana confere aos estados a responsabilidade de organizar as eleições, com supervisão limitada do governo federal. A ideia de "nacionalizar" o voto provocou reações imediatas de parlamentares de ambos os partidos, com aliados de Trump tentando suavizar o discurso, afirmando que se tratava de uma expressão de frustração com o que ele considera falhas em estados de tendência democrata.

O debate surge em meio a investigações federais em locais estratégicos, incluindo a recente busca do FBI no escritório eleitoral do Condado de Fulton, na Geórgia, ligada às eleições de 2020. A iniciativa de Trump reacende a discussão sobre o equilíbrio entre autonomia estadual e supervisão federal, tema que permanece sensível na política americana.

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