O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , voltou a criticar, nesta quinta-feira (26), a postura de aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) diante da guerra contra o Irã, conflito que deve completar um mês no próximo sábado (28).

Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que os países da aliança “não fizeram absolutamente nada” para apoiar Washington no enfrentamento ao Irã, que ele classificou como uma “nação lunática, agora militarmente dizimada”. Apesar das críticas, Trump declarou que os Estados Unidos não dependem da Otan, mas ressaltou que o episódio “nunca será esquecido”.

Foto: Reprodução/ Redes sociais
Donald Trump

O presidente norte-americano tem pressionado os aliados a participarem de uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica que foi quase totalmente bloqueada pelo Irã após o início do conflito envolvendo também Israel. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passavam pelo local.

Na última quinta-feira (19), governos de países como França, Alemanha, Itália, Holanda e Reino Unido — todos membros da Otan — além do Japão, divulgaram um comunicado conjunto no qual manifestaram disposição para colaborar com a reabertura da passagem marítima.

“Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo estreito”, afirmaram os países. Eles também destacaram o apoio às nações que já participam do planejamento das operações.

Apesar disso, até o momento não foram detalhadas medidas concretas de atuação. No dia seguinte à divulgação do comunicado, Trump voltou a atacar os aliados e chegou a chamá-los de “covardes”.

Sem anúncio no momento

No início desta semana, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que ao menos 22 países estão coordenando esforços para viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a articulação envolve também nações fora da aliança, como Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

“Estamos definindo o que é necessário, quando é necessário e como realizar isso em conjunto”, declarou Rutte, em entrevista à Fox News. “Assim que for o momento certo, daremos início ao processo.”