O regime da China anunciou o envio de um representante especial ao Oriente Médio com o objetivo de atuar na interlocução entre os envolvidos na escalada do conflito que atinge Irã, Estados Unidos e Israel. A iniciativa foi comunicada nesta quarta-feira (4) pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante conversa telefônica com o chanceler da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan. Segundo nota oficial divulgada pela chancelaria chinesa, Pequim defende a interrupção das ações militares e a retomada das negociações diplomáticas.

De acordo com o comunicado, Wang afirmou que o país não deseja a ampliação da guerra na região e pediu que as partes envolvidas suspendam as operações armadas. “A China insta veementemente todas as partes a cessarem as operações militares, retomarem o diálogo e a negociação o mais rápido possível e evitarem uma maior escalada das tensões”, declarou o ministro. O texto também informa que o governo chinês considera inaceitável o uso da força quando há risco para civis ou para alvos sem natureza militar.

Foto: Reprodução
Bandeira da China

Ainda conforme a nota oficial, o chefe da diplomacia chinesa afirmou que a proteção da população civil deve ser tratada como prioridade no atual cenário. O comunicado registra que ataques contra infraestrutura energética, econômica ou de subsistência não devem ocorrer. A posição foi reiterada em conversa telefônica mantida no mesmo dia com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, quando o tema voltou a ser abordado.

Durante o diálogo com Faisal bin Farhan, Wang também mencionou o papel da Arábia Saudita nas tratativas para redução de tensões no Oriente Médio. Segundo a chancelaria chinesa, o ministro destacou a importância de preservar iniciativas de reconciliação entre países da região. A referência inclui o processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre Arábia Saudita e Irã, anunciado em 2023 com mediação de Pequim.

O governo chinês tem citado esse acordo como uma de suas principais iniciativas diplomáticas recentes no Oriente Médio. No comunicado divulgado nesta quarta-feira, Pequim afirma que a estabilidade regional depende da continuidade de esforços voltados ao diálogo e à negociação. A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, cenário que mobiliza diferentes atores internacionais.

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