O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , decidiu demitir a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, após uma série de polêmicas que culminaram em uma audiência no Congresso norte-americano. Segundo fontes ouvidas pelo jornal New York Post , a decisão foi tomada depois que a secretária evitou responder diretamente a questionamentos sobre um suposto relacionamento com o assessor político Corey Lewandowski .

Durante audiência na Câmara dos Representantes, parlamentares perguntaram se Noem mantinha relações íntimas com Lewandowski, que atua como assessor ligado à Casa Branca. A secretária classificou o questionamento como “lixo de tabloide” e se recusou a dar uma resposta direta, mesmo após insistência de deputados que pediam uma confirmação ou negação clara.

Foto: Reprodução/Instagram
Donald Trump

De acordo com fontes próximas à Casa Branca, a forma como Noem conduziu o episódio foi considerada a “gota d’água” para Trump, que já demonstrava insatisfação com a gestão da secretária. Um dos motivos apontados foi uma declaração feita por ela no Senado, na qual afirmou que o presidente havia autorizado cerca de US$ 220 milhões em campanhas publicitárias relacionadas ao Departamento de Segurança Interna — informação posteriormente contestada pelo próprio Trump.

Parte desses recursos teria sido direcionada para uma empresa administrada pelo marido da então porta-voz de Noem. Um dos anúncios mostrava a secretária montada a cavalo diante do Monte Rushmore, localizado no estado da Dakota do Sul, de onde ela é natural.

Aliados do governo afirmam que a questão dos gastos com publicidade já vinha causando desgaste político. No entanto, a audiência na Câmara, marcada pela recusa de Noem em responder às perguntas sobre o suposto caso, teria eliminado qualquer possibilidade de permanência no cargo.

A demissão representa a primeira mudança no gabinete de Trump em seu segundo mandato. Para ocupar o posto, o presidente indicou o senador Markwayne Mullin.

Sem anúncio no momento

Mesmo após a decisão, Noem manteve compromissos públicos e participou de uma conferência de segurança em Nashville. Em comunicado divulgado posteriormente, ela agradeceu a Trump e afirmou que assumirá uma nova função como enviada especial para o chamado “Escudo das Américas”.

Nos bastidores do governo, a gestão de Noem também vinha sendo criticada por conflitos internos no Departamento de Segurança Interna e divergências com o responsável pela política de fronteiras, Tom Homan. Funcionários do governo relataram ainda disputas com chefias de agências federais ligadas à imigração e segurança.

Apesar da saída, integrantes da administração afirmam que a agenda de imigração do governo continuará sendo implementada sem alterações.