Uma sequência de mortes e desaparecimentos de profissionais ligados a pesquisas avançadas nos Estados Unidos passou a concentrar atenção pública e entrou no radar do governo federal. Desde 2023, pelo menos oito casos envolvendo cientistas e funcionários com atuação em áreas como exploração espacial e tecnologia nuclear foram registrados, alguns em circunstâncias pouco esclarecidas. O tema chegou à Casa Branca após questionamento feito à secretária de imprensa Karoline Leavitt, que indicou a possibilidade de investigação por parte da administração do presidente Donald Trump .

Entre os casos está o do cientista Michael David Hicks, que morreu em 30 de julho de 2023, aos 59 anos, sem causa divulgada. Ele trabalhou por mais de duas décadas no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, participando do projeto DART, voltado ao estudo de asteroides e estratégias para desvio de corpos celestes. Já Frank Maiwald, também ligado ao mesmo laboratório, faleceu em 4 de julho de 2024, aos 61 anos. Ele atuava no desenvolvimento de tecnologias para observação da Terra e em programas que buscavam identificar sinais de vida fora do planeta.

Foto: Reprodução/EUA
Cientistas desaparecidos no Estados Unidos

Os desaparecimentos registrados em 2025 incluem o de Monica Reza, engenheira aeroespacial da NASA, vista pela última vez durante uma trilha na Califórnia. Também desapareceram Melissa Casias e Anthony Chavez, ambos com histórico profissional ligado ao Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México. Casias sumiu após sair de casa para levar almoço à filha, enquanto Chavez deixou sua residência a pé, sem levar itens pessoais. No mesmo ano, Steven Garcia, funcionário de um centro de segurança nacional responsável por componentes de armamentos, desapareceu após sair de casa armado.

Em 2026, o caso do cientista Carl Grillmair ganhou destaque após sua morte ser tratada como homicídio. Pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia, ele trabalhava com análise de dados infravermelhos e projetos de telescópios espaciais. Segundo investigações, foi morto a tiros em frente à própria casa, e um suspeito foi formalmente acusado. No mesmo período, o major-general aposentado William Neil McCasland, ex-comandante de um laboratório da Força Aérea dos EUA, desapareceu no Novo México, deixando para trás pertences pessoais e sem indícios claros de seu paradeiro.

A repercussão desses episódios se ampliou com a retomada do caso de Amy Eskridge, morta em 2022 no Alabama. Cofundadora de um instituto voltado a pesquisas experimentais de propulsão, ela havia relatado pressões relacionadas ao seu trabalho antes de morrer. Autoridades federais informaram que acompanham os relatos e realizam análise conjunta dos casos, mas até o momento, não há confirmação de ligação entre eles nem evidências públicas que indiquem uma causa comum para as ocorrências.

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