O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf , declarou nessa segunda-feira (20) que o país não pretende negociar com os Estados Unidos sob pressão. “Não aceitamos negociações sob a sombra da ameaça e, nas últimas duas semanas, nos preparamos para revelar novas cartas no campo de batalha”, escreveu ele em comunicado divulgado na rede social X.

Um dos principais representantes iranianos nas tratativas, Ghalibaf afirmou que o presidente norte-americano Donald Trump tenta transformar a mesa de diálogo em uma “mesa de rendição” por meio de “cerco e violações do cessar-fogo”. De acordo com ele, Trump busca, com as ações militares, “justificar uma nova escalada de guerra”.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Mohammad Bagher Ghalibaf

O cessar-fogo temporário entre os dois países deve se encerrar nesta quarta-feira (22). Entre os principais obstáculos para um entendimento continuam o programa nuclear iraniano e as garantias de segurança exigidas por Teerã.

No domingo (19), Trump afirmou que os Estados Unidos atacaram e apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana após a embarcação tentar romper o bloqueio naval imposto por Washington no Golfo de Omã.

Segundo o republicano, o navio, identificado como Touska, possui cerca de 275 metros de comprimento e “pesa quase tanto quanto um porta-aviões”.

“O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio os deteve imediatamente”, escreveu em publicação na rede Truth Social.

Sem anúncio no momento

Horas depois, o Irã reagiu à ação e prometeu uma “resposta rápida”. O comando militar iraniano classificou a operação como uma “violação do cessar-fogo” e denunciou o episódio como “pirataria”.

No fim da noite de domingo, os preços do petróleo e do gás natural dispararam. O barril do tipo Brent subiu até 7,9%, recuperando perdas recentes, enquanto o gás natural na Europa avançou até 11%.