O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), após novos ataques de Israel ao Líbano, em uma medida que amplia a instabilidade no Oriente Médio e impacta diretamente o transporte global de petróleo.
De acordo com informações das agências iranianas Tasnim e Fars, o Governo do Irã avalia abandonar o cessar-fogo firmado recentemente, que previa a suspensão de ofensivas por duas semanas em diferentes frentes, incluindo o território libanês.
A trégua havia sido mencionada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, como parte de um entendimento envolvendo Israel, Estados Unidos e o Irã. No entanto, o Exército israelense informou que continuará as operações contra o grupo Hezbollah no Líbano.
Ainda nesta quarta-feira, Israel realizou o que classificou como o maior ataque ao território libanês desde o início do atual conflito. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que já estudam possíveis alvos e alertaram que poderão agir “com força” caso os Estados Unidos não contenham as ações israelenses.
Antes do bloqueio total do Estreito de Ormuz, dois petroleiros chegaram a cruzar a rota estratégica durante o período inicial do cessar-fogo. Com a interrupção do tráfego marítimo, o fluxo de navios foi suspenso, afetando diretamente o mercado internacional de petróleo.
O fechamento do estreito — considerado uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo — representa uma escalada significativa da crise, com potencial impacto na segurança energética global e na estabilidade regional envolvendo Líbano e Israel.