A Organização Mundial da Saúde ( OMS ) afirmou nesta quinta-feira (7) que o surto de hantavírus registrado em um cruzeiro que partiu da Argentina não representa risco de uma nova pandemia . O episódio deixou três pessoas mortas e segue sendo monitorado pelas autoridades sanitárias internacionais.
Segundo a OMS, apesar da gravidade dos casos confirmados, não há sinais de disseminação global da doença. Até o momento, cinco casos de hantavírus foram confirmados entre oito suspeitas investigadas.
O surto foi identificado no navio MV Hondius, embarcação que realizava viagem saindo da Argentina. As autoridades classificam a ocorrência como um evento isolado e atípico.
A diretora do departamento de Preparação e Prevenção a Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, reforçou que o cenário não aponta para uma crise sanitária mundial.
“Não é o começo de uma pandemia, mas é a ocasião ideal para lembrar que os investimentos em pesquisa de agentes patogênicos como este são essenciais”, afirmou durante coletiva em Genebra.
O que é hantavírus?
O hantavírus é uma infecção viral transmitida principalmente por roedores silvestres. A doença pode provocar quadros graves e tem alta taxa de mortalidade, especialmente nos casos da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), mais comum nas Américas.
Entre os sintomas iniciais estão:
Febre repentina;
Dores musculares e de cabeça;
Cansaço e tontura;
Náuseas, vômitos e diarreia.
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar intensa, acúmulo de líquido nos pulmões e insuficiência respiratória.
A OMS destacou que acompanha a situação em cooperação com autoridades de saúde dos países envolvidos, mas avalia que a tendência é de um surto limitado e sem potencial pandêmico neste momento.
*Com colaboração de Isaac Silva