O regime chinês interrompeu um culto religioso da Igreja Early Rain Covenant (ERCC), localizada na cidade de Jiangyou, no sudoeste da China . A operação resultou na prisão de vários cristãos, incluindo dois pastores.
Testemunhas relataram à Organização Não Governamental (ONG) ChinaAid, sediada no Texas, que cerca de 60 policiais participaram da ação. Entre os detidos e levados para interrogatório em uma delegacia local estavam os pastores Yan Hong e Wu Wuqing. Segundo os relatos, crianças também foram conduzidas pelos agentes.
A igreja informou à emissora britânica BBC que mais de 30 membros e líderes religiosos foram “levados à força”. Apesar da ação policial, os fiéis afirmaram que continuaram cantando hinos e orando até que a maioria dos detidos fosse libertada.
Entre os interrogados havia idosos e crianças. De acordo com os relatos, eles permaneceram retidos em um salão da instituição, onde foram submetidos à verificação de identidade e pressionados a interromper os cânticos.
As autoridades chinesas não informaram a motivação para a detenção dos dois líderes religiosos, e os membros da igreja também não receberam esclarecimentos sobre o caso.
A congregação informou ainda que os policiais tentaram convencer os presentes a assinar uma declaração juramentada em troca da libertação, mas não divulgou o conteúdo do documento. Os fiéis se recusaram a assinar e foram liberados no fim da tarde daquele domingo.
De acordo com a Missão Portas Abertas , a China figura desde 2021 entre os 20 países com maior índice de perseguição a cristãos na Lista Mundial da Perseguição. As restrições e ações contra os que professam a fé cristã variam conforme a região do país e o contexto em que as atividades religiosas são realizadas.