O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz começou a ser retomado gradualmente após a assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito entre os dois países e reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
De acordo com a empresa de monitoramento marítimo Windward, ao menos sete navios que estavam retidos há mais de 100 dias na região conseguiram atravessar o estreito nas últimas horas. As embarcações iniciaram a travessia logo após a formalização do acordo firmado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e autoridades iranianas na última quarta-feira (17).
Segundo a companhia, cinco dos navios liberados pertencem à China, enquanto os outros são da França e da Itália. A movimentação é vista como um dos primeiros sinais concretos da normalização das atividades comerciais na região.
Entre as embarcações que retomaram a navegação está o navio italiano Grande Torino, pertencente ao Grupo Grimaldi. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que comemorou a reabertura da rota marítima.
“Boas notícias para a retomada do tráfego comercial e, em particular, para todos os marinheiros a bordo e suas famílias na Itália”, declarou o chanceler italiano em publicação nas redes sociais nessa quinta-feira (18).
O Estreito de Ormuz é considerado uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta, sendo responsável pelo escoamento de uma parcela significativa da produção mundial de petróleo e gás natural. Qualquer interrupção no fluxo de embarcações na região costuma gerar preocupação nos mercados internacionais devido ao impacto potencial sobre os preços da energia.
Após a assinatura do acordo, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos esperam um “cessar-fogo completo em todas as frentes” e defendeu que os países envolvidos no Oriente Médio cumpram os compromissos assumidos durante as negociações.
A reabertura do Estreito de Ormuz é apontada por analistas como um dos principais efeitos imediatos do entendimento entre Washington e Teerã, sinalizando uma possível redução das tensões na região e a retomada gradual do comércio marítimo internacional.