Os Governos dos Estados Unidos, de Israel e do Líbano anunciaram nessa quarta-feira (3) um acordo de cessar-fogo com o objetivo de reduzir as tensões na fronteira entre os dois países e abrir caminho para um entendimento mais amplo de paz e segurança na região.
O acordo foi resultado de uma reunião trilateral realizada nesta semana e estabelece uma série de compromissos voltados à estabilização da área de conflito. Entre as principais condições previstas está a interrupção total dos ataques promovidos pelo Hezbollah e a retirada de integrantes do grupo da região situada ao sul do rio Litani.
Segundo a declaração conjunta divulgada pelos três governos, as medidas representam um avanço importante para a construção de uma solução duradoura e para o fortalecimento da soberania libanesa.
Além da trégua, Israel e Líbano reafirmaram que não possuem intenções hostis um contra o outro e concordaram em manter negociações diretas para tratar de questões pendentes e ampliar a cooperação entre os dois países.
As delegações também discutiram um novo marco de segurança baseado em diálogos recentes realizados no Pentágono. A proposta busca garantir a integridade territorial de Israel e do Líbano, além de combater a atuação de grupos armados não estatais e impedir seu fortalecimento na região.
No comunicado, os governos defenderam que o futuro das relações bilaterais deve ser definido exclusivamente pelos dois Estados soberanos, rejeitando qualquer interferência externa ou influência de organizações armadas sobre os rumos políticos do Líbano.
Hezbollah e Irã são citados no acordo
Os Estados Unidos reiteraram apoio aos governos israelense e libanês e destacaram que qualquer solução definitiva para encerrar as hostilidades deve ser construída por meio de negociações diretas entre as partes, com mediação norte-americana.
A declaração também menciona posicionamento do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que classificou o Hezbollah como uma ameaça à estabilidade regional e aos interesses de Israel, do Líbano e dos próprios Estados Unidos.
Israel voltou a defender o desarmamento completo do grupo e o desmantelamento de sua estrutura militar em território libanês como condição fundamental para a consolidação de uma paz duradoura.
O documento ainda faz críticas ao Governo do Irã, acusando Teerã de contribuir para a instabilidade no Oriente Médio por meio do apoio a grupos aliados e de outras ações consideradas agressivas pelos signatários.
Por sua vez, o Governo do Líbano reafirmou o compromisso com a integridade territorial do país e com o fortalecimento de suas Forças Armadas.
As partes concordaram em retomar as negociações políticas e de segurança na semana do dia 22 de junho. Até lá, os Estados Unidos continuarão atuando como mediadores do diálogo entre os dois países na busca por uma solução permanente para o conflito.