Os Governos dos Estados Unidos, de Israel e do Líbano anunciaram nessa quarta-feira (3) um acordo de cessar-fogo com o objetivo de reduzir as tensões na fronteira entre os dois países e abrir caminho para um entendimento mais amplo de paz e segurança na região.

O acordo foi resultado de uma reunião trilateral realizada nesta semana e estabelece uma série de compromissos voltados à estabilização da área de conflito. Entre as principais condições previstas está a interrupção total dos ataques promovidos pelo Hezbollah e a retirada de integrantes do grupo da região situada ao sul do rio Litani.

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Donald Trump

Segundo a declaração conjunta divulgada pelos três governos, as medidas representam um avanço importante para a construção de uma solução duradoura e para o fortalecimento da soberania libanesa.

Além da trégua, Israel e Líbano reafirmaram que não possuem intenções hostis um contra o outro e concordaram em manter negociações diretas para tratar de questões pendentes e ampliar a cooperação entre os dois países.

As delegações também discutiram um novo marco de segurança baseado em diálogos recentes realizados no Pentágono. A proposta busca garantir a integridade territorial de Israel e do Líbano, além de combater a atuação de grupos armados não estatais e impedir seu fortalecimento na região.

No comunicado, os governos defenderam que o futuro das relações bilaterais deve ser definido exclusivamente pelos dois Estados soberanos, rejeitando qualquer interferência externa ou influência de organizações armadas sobre os rumos políticos do Líbano.

Sem anúncio no momento

Hezbollah e Irã são citados no acordo

Os Estados Unidos reiteraram apoio aos governos israelense e libanês e destacaram que qualquer solução definitiva para encerrar as hostilidades deve ser construída por meio de negociações diretas entre as partes, com mediação norte-americana.

A declaração também menciona posicionamento do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que classificou o Hezbollah como uma ameaça à estabilidade regional e aos interesses de Israel, do Líbano e dos próprios Estados Unidos.

Israel voltou a defender o desarmamento completo do grupo e o desmantelamento de sua estrutura militar em território libanês como condição fundamental para a consolidação de uma paz duradoura.

O documento ainda faz críticas ao Governo do Irã, acusando Teerã de contribuir para a instabilidade no Oriente Médio por meio do apoio a grupos aliados e de outras ações consideradas agressivas pelos signatários.

Por sua vez, o Governo do Líbano reafirmou o compromisso com a integridade territorial do país e com o fortalecimento de suas Forças Armadas.

As partes concordaram em retomar as negociações políticas e de segurança na semana do dia 22 de junho. Até lá, os Estados Unidos continuarão atuando como mediadores do diálogo entre os dois países na busca por uma solução permanente para o conflito.