A tentativa de estabelecer um novo cessar-fogo entre Israel e Líbano sofreu um revés nesta quinta-feira (4), após o Hezbollah rejeitar os termos do acordo negociado com mediação dos Estados Unidos . A recusa do grupo armado foi seguida por novos confrontos na região de fronteira, ampliando a instabilidade no Oriente Médio.
Segundo autoridades libanesas, a proposta previa a interrupção dos ataques e das operações militares no sul do Líbano. No entanto, o Hezbollah afirmou que não participou formalmente das negociações e anunciou a continuidade de suas ações contra forças israelenses.
Em comunicado, o grupo confirmou o lançamento de foguetes contra tropas de Israel posicionadas na região fronteiriça. Após os ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram alertas para que moradores não retornassem às áreas próximas à fronteira.
Governo libanês condiciona acordo a consenso interno
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que um "cessar-fogo sólido" depende da obtenção de apoio interno para a proposta apresentada pelos mediadores internacionais.
A posição evidencia as dificuldades enfrentadas pelo governo libanês para consolidar um entendimento que envolva tanto as instituições do país quanto grupos armados que atuam de forma independente, como o Hezbollah.
Aliado do Irã, o grupo possui forte influência política e militar no Líbano e desempenha papel central nas tensões com Israel ao longo da fronteira sul do país.
Novos ataques deixam mortos e feridos
Mesmo diante das negociações, os confrontos continuaram nas últimas horas. Um bombardeio no leste do Líbano deixou pelo menos três mortos, segundo informações divulgadas por autoridades locais.
Além disso, outras mortes foram registradas no sul do país durante a madrugada, pouco antes do anúncio do acordo mediado pelos Estados Unidos.
Em um dos episódios mais recentes, um ataque cuja autoria ainda não foi oficialmente confirmada deixou duas pessoas feridas e causou a morte de um soldado sérvio integrante da missão de paz da Organização das Nações Unidas ( ONU ).
As autoridades israelenses atribuíram a responsabilidade pelo ataque ao Hezbollah. “A análise da trajetória dos projéteis indica claramente que o ataque foi cometido pela organização terrorista”, informou o governo israelense em nota oficial.