Andy Burnham assumiu oficialmente o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (20), após ser recebido pelo rei Charles III no Palácio de Buckingham. A posse ocorre após a renúncia de Keir Starmer ao comando do governo e marca mais uma mudança na liderança britânica, em um período de intensa instabilidade política.

Líder do Partido Trabalhista, Burnham chega ao cargo depois de conquistar uma vaga na Câmara dos Comuns em uma eleição suplementar realizada em Makerfield, no norte da Inglaterra. A disputa ocorreu após a renúncia de um aliado político, permitindo que ele retornasse ao Parlamento e se credenciasse para disputar a liderança da legenda.

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Andy Burnham tornou-se oficialmente primeiro-ministro do Reino Unido

A mudança no comando do partido ocorreu em meio ao desgaste enfrentado por Starmer. Apesar de ter conduzido os trabalhistas a uma ampla vitória eleitoral dois anos atrás, o então primeiro-ministro viu sua popularidade diminuir, especialmente após os resultados das eleições locais realizadas em maio.

Com o apoio da maioria dos parlamentares trabalhistas, Burnham foi escolhido para liderar a legenda e, consequentemente, formar o novo governo britânico.

Trajetória política

Antes de assumir o cargo de primeiro-ministro, Burnham exercia o mandato de prefeito da Grande Manchester, função que ocupava desde 2017. Sua carreira política, no entanto, começou muito antes. Entre 2001 e 2017, foi deputado em Westminster e integrou os governos de Tony Blair e Gordon Brown, chegando a comandar o Ministério da Saúde.

Sem anúncio no momento

Ao longo dos anos, também disputou, sem sucesso, a liderança do Partido Trabalhista em duas ocasiões. Após essas tentativas, retornou ao norte da Inglaterra, onde passou a defender maior descentralização administrativa e investimentos para reduzir as diferenças econômicas entre Londres e outras regiões do país.

Desafios do novo governo

Burnham assume o governo em um cenário de desafios econômicos e fiscais. Entre as prioridades anunciadas estão a ampliação da oferta de habitações sociais, medidas voltadas à reindustrialização e mudanças na gestão de serviços públicos.

Ao mesmo tempo, o novo primeiro-ministro terá de lidar com limitações orçamentárias, além de temas considerados sensíveis, como a reforma da previdência social e a política migratória, cujas propostas seguem em discussão no Parlamento.

O governo também enfrenta um ambiente econômico marcado pelos efeitos acumulados do Brexit, da pandemia de Covid-19, da crise energética desencadeada pela guerra na Ucrânia e do baixo crescimento registrado nos últimos anos. Esses fatores representam alguns dos principais desafios para a nova administração britânica.