O empresário Bruno Manoel Gomes Arcanjo foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão pelo assassinato do policial civil do Piauí, Marcelo Soares da Costa . O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Antônio Rodrigues Veloso de Oliveira, em Santa Luzia do Paruá, no estado do Maranhão, e terminou na madrugada desta sexta-feira (13). Ele também foi condenado pela tentativa de homicídio de outros dois policiais e um delegado, totalizando 43 anos e 6 meses de cadeia.

O crime ocorreu durante a Operação Turismo Criminoso, no dia 3 de setembro de 2024, em Santa Luzia do Paruá, na Operação Turismo Criminoso.

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Julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Antônio Rodrigues Veloso de Oliveira, em Santa Luzia do Paruá

Bruno Manoel havia sido denunciado pelo homicídio qualificado do agente Marcelo Soares, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e tentativa de homicídio contra outros quatro policiais: Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira, João Francisco Braz Vaz, Átila Oliveira Soares e Egídio dos Santos Silva Filho.

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Bruno Manoel Gomes Arcanjo, de 33 anos

A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Humberto Alves Júnior, indicado pela Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão, com a participação do promotor de Justiça Felipe Boghossian Soares da Rocha.

Operação Turismo Criminoso

No dia 3 de setembro de 2024, uma equipe da Polícia Civil se deslocou até a residência do acusado, em Santa Luzia do Paruá, para cumprir mandado de prisão e de busca e apreensão contra Bruno Manoel Gomes Arcanjo. O empresário era alvo da Operação Turismo Criminoso por suspeita de envolvimento em fraudes contra o Detran do Piauí, envolvendo emplacamento e negociação de veículos inexistentes entre 2019 e 2022.

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Policial civil do DRACO, Marcelo Soares da Costa

Entre os membros da equipe estavam o delegado Laércio Evangelista, e os agentes João Braz Vaz, Átila Oliveira Soares, Marcelo Soares Costa e Egídio dos Santos Silva Filho. Segundo a denúncia, assim que eles chegaram à residência, os policiais se identificaram repetidamente e pediram que o empresário se entregasse. Sem resposta, a equipe decidiu arrombar a porta para entrar na casa.

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Ação terminou em morte

Assim que eles entraram no imóvel e se dirigiram ao quintal, os policiais novamente verbalizaram para que Bruno se rendesse. No entanto, ele surgiu de um quarto armado com uma pistola calibre 9mm, e atirou contra a equipe da Polícia Civil do Piauí. Um dos disparos atingiu o agente Marcelo Soares Costa, que ficou gravemente ferido.

Em seguida, os policiais revidaram os disparos, mas o acusado continuou atirando. Marcelo Soares foi socorrido ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito na unidade de saúde. Depois de prestarem socorro ao agente, a equipe regressou à casa do investigado, ocasião em que Bruno Manoel Gomes Arcanjo se rendeu. Os agentes relataram que nesse momento ele usava a esposa como escudo humano.