Economia e Negócios

Conselho do Sebrae no Piauí discute acesso a crédito

Na ocasião, os conselheiros que representam essas instituições financeiras apresentaram as linhas de crédito disponíveis para os pequenos negócios.

- atualizado

Aconteceu esta semana uma reunião virtual do Conselho Deliberativo Estadual, CDE, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí. O encontro liderado pelo presidente do CDE, Freitas Neto, contou com a participação de conselheiros de todas as 15 instituições que compõem esse colegiado, entre elas Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste.

Na ocasião, os conselheiros que representam essas instituições financeiras apresentaram as linhas de crédito disponíveis para os pequenos negócios, empreendimentos que têm sentido bastante os efeitos da crise decorrente da pandemia do coronavírus. Pela Caixa, falou o superintendente Jonatas Valença. O Banco do Nordeste foi representado pelo superintendente José Expedito. A apresentação do Banco do Brasil foi feita pelo gerente Daniel Amaral.

“O Sebrae como instituição de apoio aos pequenos negócios tem atuado no sentido de buscar alternativas para mitigar os efeitos da crise sobre esses empreendimentos. E uma das estratégias adotadas trata justamente de procurar sensibilizar os bancos para facilitar o acesso ao crédito, o que ainda tem sido um dos maiores obstáculos enfrentados pelos empresários. Os empréstimos devem contribuir para que muitos negócios sobrevivam à pandemia. Por isso a importância da discussão desse tema na reunião do nosso Conselho”, afirma o presidente do CDE do Sebrae no Piauí, Freitas Neto.

De acordo com pesquisa recente realizada pelo Sebrae, o aumento das linhas de crédito foi apontado por 46,5% dos donos de pequenos negócios do Piauí como uma das medidas mais impactantes para compensar os efeitos do Coronavírus sobre esses empreendimentos. O estudo apontou ainda que 67% das micro e pequenas empresas do Piauí e dos Microempreendedores Individuais precisarão de algum tipo de financiamento para manter os negócios, ao tempo em que 33% já buscaram socorro financeiro junto aos bancos.

“É justamente para facilitar a vida desses empresários que estamos dialogando com as instituições financeiras, já que na contramão da demanda está a dificuldade de acesso ao crédito. O levantamento do Sebrae revelou que 51% dos donos de pequenos negócios do Piauí que buscaram empréstimos tiveram o pedido negado e apenas 11% tiveram a solicitação atendida. 38% ainda aguardam resposta. Isso nos preocupa bastante, na medida em que as soluções precisam ser ágeis para garantir a sustentabilidade desses empreendimentos no mercado”, acrescenta Freitas Neto.

Na reunião, também foi apresentado o relatório de gestão da Diretoria Executiva do Sebrae no Piauí relativo ao primeiro trimestre deste ano, além dos ajustes que precisarão ser feitos para garantir a eficiência das ações do Sebrae no Estado.

Freitas Neto ressaltou no encontro virtual que espera que o poder público do Piauí defina o quanto antes uma estratégia para a reabertura das empresas “Já são cerca de 70 dias com empresas fechadas. Os empresários, principalmente de pequenos negócios, não conseguirão manter-se nessa situação por mais tempo, contando o grande sacrifício que já fizeram. Todos entendem que preservar vidas é primordial, mas já está na hora, de com os cuidados devidos, retomar as atividades”, pontua o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Piauí.

LINHAS DE CRÉDITO

A Caixa fechou acordo com o Sebrae, em nível nacional, para facilitar o acesso ao crédito por parte dos pequenos negócios, com garantias do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, Fampe, que é gerido pelo Sebrae. O crédito é concedido pela Caixa. O Sebrae, através do Fampe, dá o aval financeiro complementar aos pequenos negócios, que não têm todas as garantias necessárias para conseguir um financiamento, sendo que a instituição não tem qualquer interferência na aprovação do crédito. No âmbito desse convênio já foram realizadas, em todo o país, mais de três mil operações e concedidos cerca de R$ 270 milhões em crédito para pequenos negócios.

Além da parceria com o Sebrae, o banco criou ainda outras condições especiais para as micro e pequenas empresas, como é o caso da pausa comercial de 90 dias para pagamento de parcelas de contratos adimplentes; o Caixa Giro Instantâneo Múltiplo, que prevê a antecipação das vendas com cartão de crédito; e o Cartão Empresarial Caixa com redução das taxas de crédito rotativo (10,02% a.m) e parcelado (2,09% a.m) das faturas de pessoas jurídicas. A Caixa também está disponibilizando outras linhas de crédito, além do Fampe.

  • Foto: Divulgação/AscomLinhas de créditoLinhas de crédito

O Banco do Brasil tem duas linhas de crédito para os pequenos negócios: BB Giro Digital e BB Giro Empresa, além da campanha Prorrogação Especial Covid-19, que prevê a prorrogação extraordinária do vencimento de duas parcelas para os clientes adimplentes.

  • Foto: Divulgação/AscomLinhas de crédito do Banco do BrasilLinhas de crédito do Banco do Brasil

Já o Banco do Nordeste conta, no seu portfólio, com mais de vinte opções de linhas de crédito para os pequenos negócios, sejam eles urbanos ou rurais.

  • Foto: Divulgação/AscomLinhas de crédito do Banco do NordesteLinhas de crédito do Banco do Nordeste
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