Saúde

Coronavac produz anticorpos em 97% dos voluntários, diz pesquisa

Estudo publicado no Lancet informa que imunizante é seguro e tem capacidade de produzir resposta no organismo 28 dias após sua aplicação.

Por  Estadão Conteúdo
- atualizado

A vacina Coronavac é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos. A informação foi publicada na noite desta terça-feira na revista científica Lancet Infectious Diseases. Os resultados desse estudo contam com revisão de diversos cientistas.

O imunizante está sendo desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã. A terceira e última fase de testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.

Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou também nesta terça-feira que o Instituto Butantã deve receber o primeiro lote da Coronavac na próxima quinta-feira, 19, um dia antes do prazo previsto. Cerca de 120 mil doses devem chegar a São Paulo na data.

Na semana passada, a Anvisa autorizou a retomada dos testes clínicos da Coronavac. O estudo havia sido suspenso na segunda-feira, 9, por causa da ocorrência de um evento adverso grave em um dos voluntários. Segundo fontes da pesquisa, o evento foi a morte de um homem de 32 anos, com suicídio como causa provável, e que não teria nenhuma relação com o imunizante.

No Brasil, o Instituto Butantã diz estar perto de anunciar estudos nacionais da CoronaVac com idosos e crianças. O protocolo da terceira etapa de ensaios clínicos no país, divulgado em uma revista internacional, prevê a imunização de mais de 1,2 mil voluntários acima de 60 anos.

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