Simões - PI

Empresário Genivaldo Campelo é réu na Justiça Federal

Carta precatória para citação dos réus, expedida em 10 de maio de 2018 foi devolvida pelo juízo da Comarca de Simões no último dia 08 de janeiro de 2019, devidamente cumprida.

Gil Sobreira
Teresina
- atualizado

Ação penal originada dos desdobramentos da denominada “Operação Geleira” tramita na Subseção Judiciária da Justiça Federal em Picos e apura atuação de organização criminosa especializada no desvio e apropriação de recursos públicos da Prefeitura Municipal de Simões/PI, mediante o uso de notas fiscais frias – fornecidas em sua maioria, por empresas de fachada - perante os órgãos de controle, a fim de justificar a aplicação de recursos públicos repassados à municipalidade.

Além dos empresários Genivaldo Campelo da Silva e Valdir Campelo da Silva, são réus na ação o ex-prefeito de Simões Edilberto Abdias de Carvalho, os ex-secretários de Administração e Saúde do Município, Raimundo Nonato Leite e Maria Claudeir Feitosa de Carvalho, além dos servidores públicos Francisco Dogizete Pereira, Isamaria de Carvalho Dantas e Maria Lavina de Carvalho. Todos são acusados dos crimes tipificados no art.1°, I, do Decreto Lei 201/67 (peculato) e art. 288 do Código Penal (formação de quadrilha).

  • Foto: DivulgaçãoGenivaldo Campelo da SilvaGenivaldo Campelo da Silva

De acordo com o MPF, a Prefeitura de Simões/PI, entre os anos de 2009 e 2010, utilizou notas fiscais "frias" emitidas pela empresa Dismmahpi Distribuidora de Medicamentos e Material Hospitalar do Piauí Ltda. - Nome fantasia Dismmahpi Distribuidora - perante o Tribunal de Contas do Estado do Piauí, a fim de justificar a aplicação de recursos federais, estaduais e municipais destinados à saúde, para a aquisição de medicamentos. A inidoneidade das notas fiscais utilizadas foi constatada pela Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí.

Por meio da fraude, diz a denúncia, os réus dilapidaram verbas destinadas ao atendimento da saúde da população local, pois simularam a aquisição de medicamentos. O somatório dos valores das notas fiscais inidôneas utilizadas pelo município de Simões é de R$ 40.054,54 (quarenta mil e cinquenta e quatro reais e cinquenta e quatro centavos) sendo que, deste valor, R$ 812,76 referem-se a recursos municipais R$ 1.435,33 referem-se a recursos da conta caixa, R$ 11,504,73 referem-se a recursos públicos estaduais, R$ 15.494,92 referem-se a recursos federais e R$ 8.678,00 não tiveram origem identificada.

Segundo o MPF, a Dismmahpi Distribuidora, através de Valdir Campelo e Genivaldo Campeio da Silva, viabilizou a malversação de recursos públicos nos Município de Campo Largo do Piauí, Parnaguá e Simões.

Carta precatória para citação dos réus, expedida em 10 de maio de 2018 foi devolvida pelo juízo da Comarca de Simões no último dia 08 de janeiro de 2019, devidamente cumprida.

Genivaldo Campelo da Silva é presidente do River Atletico Clube e também é sócio da Centromed Distribuidora de Medicamentos e Material Médico Hospitalar LTDA – EPP.

Outro lado

Os empresários Genivaldo Campelo da Silva, Valdir Campelo da Silva e o ex-prefeito Edilberto Abdias de Carvalho não foram localizados pelo GP1.