Teresina - PI

Manifestantes tentam invadir sala de Themístocles Filho na Alepi

Indignados e aos gritos de “Aqui só tem trabalhador, bandido está aí dentro”, os manifestantes tentaram entrar na sala da presidência da Assembleia Legislativa.

Bárbara Rodrigues
Teresina
- atualizado

Manifestantes tentam impedir votação da PEC dos gastos

Manifestantes estão na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizando um ato para impedir aprovação da proposta apresentada pelo governador Wellington Dias (PT) com o objetivo de limitar os gastos públicos em um prazo de 10 anos. A proposta estava prevista para ser analisada nessa quarta-feira (21).

Indignados e aos gritos de “Aqui só tem trabalhador, bandido está aí dentro”, os manifestantes tentaram entrar na sala da presidência da Assembleia Legislativa, do deputado Themístocles Filho, onde alguns deputados estavam concentrados. Eles chegaram a quebrar uma porta de acesso à presidência, mas foram contidos pelos policiais que estão no local. Alguns deputados tentaram falar com os manifestantes, mas sem sucesso. O Bope foi acionado e se encontra no Salão Nobre da Alepi, para impedir o acesso dos manifestantes à sala da presidência.

Os deputados estaduais estavam na sala da presidência reunidos e decidiram ouvir os manifestantes. Para isso um assessor de Themístocles Filho foi até o grupo e propôs a criação de uma comissão para conversar com os parlamentares. A comissão teve representantes de vários sindicatos e associações que afirmavam que não entrariam em acordo, queriam apenas impedir a votação da proposta.

“Nós estamos indignados com essa PEC do governo, não tem razão para poder passar essa PEC aqui, que estamos denominando de PEC da Morte, pois acaba com o reajuste dos professores, da classe trabalhadora do Piauí e inviabiliza o concurso público, o crescimento das carreiras, além de aumentar a previdência para nós servidores públicos. A maior indignação é que dentro da articulação com outros poderes, no caso da Previdência, tiraram de fora o Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e Legislativo, que ganham mais. Então quem vai pagar a conta são os servidores, por isso somos contrários e por isso vamos inviabilizar essa votação aqui”, afirmou a presidente do Sinte, Odeni Silva.

Representante do Diretório Central da Uespi, o diretor Jonatas Dias, criticou a proposta do governo. “Se essa PEC do governo for aprovada hoje, significa o fim do concurso público para os próximos 10 anos para todas as categorias. Na última greve que teve na Uespi, o governador prometeu que assim que fosse preparado o Processo de Necessidade de Professores, que ia fazer concurso para 180 vagas. Isso não vai acontecer mais. Ou seja, vamos ficar sem disciplinas, os cursos vão fechar, a Universidade Estadual vai parar por causa dessa PEC. O movimento social unido tem poder sim para fazer que o governo corrupto do PT não aprove essa PEC que vai destruir o Estado do Piauí”, afirmou.

Kleiton Holanda, do Sindicato dos Agentes Penitenciários, afirmou que as categorias estão unidas e que vão deflagrar greve geral caso a proposta não seja devidamente discutida. “Estamos bem mobilizados, monitorando essa PEC do terror, que não traz benefício nenhum ao Estado ou ao servidor. É uma cópia idêntica ao que o governo federal propôs no Congresso, aqui o Wellington Dias está a todo custo querendo aprovar essa PEC de nº 03/2016, onde nenhum servidor aceita. O que a gente quer é que ela não seja colocada em pauta até que sejam discutidos todos os pontos. Se for aprovada, vai ter greve geral em todo Estado. O governo que escolhe como ele quer fazer as coisas, se vai querer dialogar ou vai jogar goela a baixo”, disse.

A reunião com os deputados encerrou por volta do meio-dia. O deputado e presidente da Alepi, Themístocles Filho, garantiu que levaria a mesa diretora da CCJ, para que esta decidisse pela retirada de pauta a votação da PEC.

Assita aos vídeos!