Política

Merlong Solano diz que sem ICMS não haveria governabilidade no Piauí

Jair Bolsonaro desafiou os governadores a zerar o ICMS e em contrapartida ele acabava com os impostos federais. Merlong diz que Bolsonaro usa um ‘discurso fácil’ para fazer provocações políticas.

Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O secretário estadual de Administração e Previdência, Merlong Solano, criticou duramente a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o desafio de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis. A entrevista foi concedida nesta quinta-feira (5) no Palácio de Karnak.

Jair Bolsonaro desafiou os governadores a zerar o ICMS e em contrapartida ele acabaria com os impostos federais. A declaração de Bolsonaro gerou revolta em todos os governadores do país, que consideraram uma ‘bravata’ do presidente.

  • Foto: Helio Alef/GP1Merlong SolanoMerlong Solano

Merlong diz que Bolsonaro usa um ‘discurso fácil’ para fazer provocações políticas. “Essa história do ICMS, eu vejo com grande preocupação que o presidente da República fica tentando fazer política lançando provocações, fazendo discurso fácil. Para quem não analisa as coisas, pode parecer simpático”, declarou.

O outro lado da moeda, segundo Merlong, é que um estado do o Piauí precisa do ICMS para ter governabilidade, já que os impostos representam cerca de 30% dos recursos.

“Os combustíveis respondem por cerca de 30% da arrecadação do ICMS e o ICMS é mais da metade da arrecadação do estado. Então nós estamos falando de um corte que comprometeria de maneira gravíssima a capacidade de o estado do Piauí continuar sendo governado”, continuou.

“Não é uma receita da qual se possa abrir mão em uma época de depressão econômica que se tem que fazer enormes sacrifícios para manter a máquina funcionando”, finalizou Solano.

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