Esperantina - PI

MP pede a prisão de acusado de matar o vereador Tote Aristides

Para o promotor Raimundo Nonato Ribeiro Martins Júnior, não houve alteração no quadro fático, ressaltando que o acusado tem forte propensão a prejudicar a aplicação da lei penal.

Raisa Brito
Teresina
- atualizado

O Ministério Público do Estado do Piauí ingressou com Recurso em Sentido Estrito contra a decisão do juízo da Comarca de Esperantina que concedeu liberdade provisória a Jaílson de Sousa Xavier, conhecido como “Chapéu”, acusado de matar o ex-presidente da Câmara Municipal Antônio Aristides de Carvalho, o “Tote Aristides”, ocorrido em 2016.

Para o promotor Raimundo Nonato Ribeiro Martins Júnior, titular da 1ª Promotoria de Esperantina, não houve alteração no quadro fático, ressaltando que o acusado tem forte propensão a prejudicar a aplicação da lei penal, já que logo após a prática do delito, fugiu, e somente foi localizado após diversas diligências do setor de inteligência da polícia civil, há quase mil quilômetros de distância do local do crime.

  • Foto: DivulgaçãoArilton Rosal Falcão Júnior e Tote AristidesArilton Rosal Falcão Júnior e Tote Aristides

O Ministério Público pede a reforma da decisão e revogação do beneficio da liberdade provisória “indevidamente concedido”.

Os autos foram enviados ontem (23) ao Tribunal de Justiça do Piauí para processamento e julgamento.

O crime

O presidente da Câmara Municipal de Esperantina, Antônio Aristides de Carvalho (PMDB), o “Tote Aristides”, 64 anos, foi assassinado com um tiro de revólver, na noite do dia 28 de agosto de 2016, nas proximidades da residência dele, na avenida Bernardo Bezerra, onde foi realizado comício da coligação “Unidos Por Uma Nova Esperantina”.

Tote Aristides foi alvejado ao tentar impedir uma briga de casal, quando o marido tencionava executar a esposa, e o vereador ao se colocar a frente foi atingido. Mesmo baleado, o vereador dirigiu o seu veículo até a residência de um morador, quando gritou por socorro e ao ser atendido veio a óbito.

Em outubro de 2016, o delegado Leonardo Alexandre, disse que Jailson confessou o crime e afirmou que não teve a intenção de matar o vereador, que o alvo era a esposa, com quem teve uma discussão momentos antes do crime. “Ele confessou tudo em depoimento e agora ele será encaminhado ao sistema prisional”, afirmou.

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