Brasil

MPF reafirma que recibos apresentados por Lula são falsos

O MPF alega que o dinheiro para a compra do apartamento é de propina paga pela Odebrecht para que ela conseguisse contratos junto a Petrobras.

BÁRBARA RODRIGUES

- atualizado

Nas alegações finais do processo que apura a autenticidade dos documentos apresentados pelo ex-presidente Lula, o Ministério Público Federal (MPF) reafirmou na quinta-feira (11) que os recibos de aluguéis apresentados são falsos.

O caso está com o juiz Sérgio Moro, que irá receber as alegações finais de todas as partes do processo. Depois ele irá tomar a sua decisão sobre a autenticidade dos recibos apresentados pela defesa de Lula.

A documentação é referente ao processo em que o ex-presidente é acusado de receber propina da Odebrecht. Segundo informações do G1, os recibos são assinados pelo empresário Glauco da Costamarques, dono de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O empresário é acusado de comprar o apartamento com dinheiro da Odebrecht, para que o documento não ficasse no nome de Lula.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Lula em Teresina Lula em Teresina

O MPF alega que o dinheiro para a compra do apartamento é de propina paga pela Odebrecht para que ela conseguisse contratos junto a Petrobras. Nesses recibos foram encontradas algumas irregularidades, como datas que não constam no calendário.

Os advogados de defesa de Lula alegam que o ex-presidente apenas alugava o imóvel para que ele pudesse guardar seus pertences e também para uso dos seguranças que fazem a escolta pessoal de Lula.

Sobre o posicionamento do MPF, Lula divulgou uma nota afirmando que "ao invés de reconhecerem a improcedência da acusação, os procuradores passaram a colocar indevidamente sob suspeita a autenticidade dos recibos" e que "depois, diante da prova de que os recibos haviam sido assinados pelo proprietário do imóvel, os procuradores desistiram de pedir uma perícia em relação aos documentos, passando a sustentar que eles seriam ‘ideologicamente falsos’, pois, segundo a versão apresentada, os aluguéis não teriam sido efetivamente pagos. A acusação é inverídica e descabida".

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