Política

“Nunca se deve dizer nunca”, diz Hugo Napoleão sobre candidatura

“Abandonei o mandato eletivo, mas não estou fora da política”, afirmou o ex-governador.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

“Abandonei o mandato eletivo, mas não estou fora da política”, afirmou o ex-governador Hugo Napoleão durante evento de filiação do PSD nesta segunda-feira (11) no Cine Teatro de Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Questionado pelos jornalistas se poderia se candidatar a cargos eletivos em 2020 ou 2022, Hugo disse que não tem essa “intenção”. Atualmente o ex-governador tem se dedicado à advocacia.

  • Foto: Jonas Carvalho/GP1Hugo NapoleãoHugo Napoleão

“Eu pessoalmente não tenho essa intenção. Nunca se deve dizer nunca, mas eu pessoalmente estou hoje recolhido a minha profissão de advogado em Brasília junto aos tribunais superiores. Estou sempre no Piauí onde tenho a minha residência e uma filha, a minha caçula, que estuda medicina aqui em Teresina. Eu tenho família aqui, tenho raízes que não posso abandonar”, afirmou.

Governo Bolsonaro

Sobre o cenário nacional, o ex-governador avaliou que o Governo Bolsonaro precisa de “um pouco mais de coordenação”, mas entende que os projetos na área da Segurança e Economia são bons.

“O governo precisa de um pouco mais de coordenação. A intenção é boa na parte de Segurança e na parte de Economia, esperemos que consigam conseguir fazer a Reforma da Previdência de maneira adequada para que o país continue a tomar o seu rumo de desenvolvimento e de emprego”, declarou.

Perfil

Em 1974 Hugo Napoleão foi eleito deputado federal pelo Piauí pelo extinto Arena. Em 1982 foi eleito Governador do Piauí e em 987 eleito senador da República. No governo de José Sarnei, em 1987, Hugo Napoleão assumiu o cargo de ministro da Educação, migrando em 1988 para o Ministério da Cultura. Em 1992, no Governo Itamar Franco, Napoleão assumiu o Ministério das Comunicações.

Em 1998 foi candidato ao Governo do Estado, mas perdeu a eleição para Mão Santa e assumiu o executivo estadual em 2001 após a impugnação do mandato do médico. Em 2002 foi candidato à reeleição, mas foi derrotado no primeiro turno para Wellington Dias (PT).