Teresina - PI

Parecer do MPC sobre suspeição de Luciano Nunes chega ao TCE

"Até quinta-feira, véspera de feriado, eu encaminharei o meu parecer de relator. O desfecho vai ser a votação em plenário”, explicou o conselheiro Olavo Rebelo.

Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O parecer do Ministério Público de Contas do Piauí sobre o pedido de suspeição do conselheiro Luciano Nunes, feito pelo governador Wellington Dias (PT-PI), já chegou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) na última sexta-feira (08) e está nas mãos do conselheiro Olavo Rebelo, que será o relator do processo.

Durante entrevista ao GP1 nessa segunda-feira (11), Olavo antecipou que seu relatório sobre o caso será finalizado e entregue para apreciação em plenário, já na próxima quinta-feira (14).

“Nós já recebemos o parecer do Ministério Público, esse processo está em segredo de Justiça, razão pela qual eu não posso dar detalhes do conteúdo, mas até quinta-feira, véspera de feriado, eu encaminharei o meu parecer de relator. O desfecho vai ser a votação em plenário”, explicou o conselheiro.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Olavo RebeloOlavo Rebelo

Quanto ao prazo para finalização dos trabalhos, Rebelo explicou que não é possível estipular já que vai depender da dinâmica das discussões.

“Não tem como falar de prazo porque cada caso é um caso. Às vezes, as partes pedem mais prazo, os próprios julgadores pedem vista, mas eu sei bem do meu parecer que será encaminhado até quinta-feira”, frisou ele.

Entenda o caso

No fim do mês de agosto deste ano, o governador Wellington Dias encaminhou para a presidência do Tribunal de Contas (TCE-PI) um pedido de suspeição do conselheiro Luciano Nunes e de mais quatro técnicos do órgão para que estes fiquem impedidos de atuar em processos que envolvam o Executivo Estadual. A justificativa foi de que o conselheiro é o pai do presidente do PSDB e ex-candidato ao Governo, Luciano Nunes Filho, que faz oposição a ele.

Em resposta o conselheiro disse que não há irregularidade só por ser pai de Luciano Filho. “Não há qualquer ilegalidade. Não podemos analisar apenas os aspectos político e de parentesco. Se for analisar isso aqui no Tribunal ninguém pode votar. Nós temos que analisar os aspectos técnicos”, defendeu.

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