Polícia

R. Silva diz que policiais estão há 4 anos sem reajuste salarial

O vereador R. Silva (PP) afirmou que há 7 meses a categoria tentava conseguir a audiência com o governo.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Germana Chaves
Teresina
Willyam Ricardo
Teresina
- atualizado

Será realizada nesta quarta-feira (18), às 13h30, no Palácio de Karnak, uma reunião entre representantes da categoria dos policiais militares e dos bombeiros para tratarem sobre o reajuste salarial que não acontece desde 2015. A reunião será realizada com o secretário estadual de Governo, Osmar Júnior.

O vereador R. Silva (PP) afirmou que há 7 meses a categoria tentava conseguir a audiência. “Desde o mês de fevereiro desse ano estávamos com essa solicitação dessa audiência e somente hoje o governo vai conceder o direito dos militares cobrarem o aumento de salário que nós tanto esperamos desde 2015”, disse o vereador.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Vereador R. SilvaVereador R. Silva

O parlamentar explicou que a categoria espera um reajuste “em torno de 40% em relação ao que eles estão percebendo hoje”. Ele explicou que os militares não podem ficar mais um ano sem o reajuste salarial.

“Nós já estamos no maior período da história da Polícia Militar sem reajuste. Desde 2015 que não há o reajuste de salário. A inflação foi muito alta nesse período, só em 2015 ela ultrapassou 10%. Portanto, hoje, os nossos militares, a grande maioria que vai para a reserva, acabam retornando para a corporação porque não tem como viver sem retornar para receber uma gratificação muito pequena, mas eles acabam se submetendo à isso”, explicou.

R. Silva disse que o governo justifica a situação alegando que não possui recursos financeiros. Ele ainda criticou a atuação do secretário Fábio Abreu (PL) em prol dos policiais. “Infelizmente eu tenho que colocar isso para a população, porque nós deveríamos ter tido um ganho também em cima dos nossos salários com a ida do secretário para a Secretaria de Segurança, que é da nossa corporação, mas ele não moveu nenhuma palha nesse sentido”, criticou.

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