O primeiro dia de greve dos trabalhadores da construção civil em Belém abriu um novo capítulo nos preparativos para a COP30 , conferência internacional sobre mudanças climáticas marcada para novembro. O movimento, iniciado nessa terça-feira (16), ganhou força após manifestações no centro da capital paraense, que reuniram centenas de operários.

Segundo o sindicato da categoria, funcionários envolvidos nas obras do Parque da Cidade, que sediará as principais reuniões da cúpula climática, aderiram à paralisação. Outros operários vinculados a empreendimentos ligados ao evento também participam. A entidade informou que a greve seguirá por tempo indeterminado.

Foto: Ricardo Stuckart
Obras para a COP30

“Depois de um dia de forte mobilização, os trabalhadores votaram: a greve continua até que a patronal e os governos aceitem negociar de verdade”, afirmou o sindicato, ressaltando que uma das empresas do setor já aceitou integralmente as reivindicações, o que, na visão da entidade, demonstra que os demais empregadores também teriam condições de atender às demandas.

A paralisação pode afetar diretamente projetos de hotéis e imóveis planejados para a COP30, que ocorrerá em menos de dois meses em Belém. Em nota, o Sinduscon-PA, que representa as empresas de construção, afirmou ter apresentado uma proposta nas negociações e declarou que, diante da greve, recorrerá aos instrumentos legais disponíveis para assegurar a continuidade das atividades.